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Crônicas

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CRÔNICA: Bom dia só se for para você


Não é cobrar, não é isso. Mas depois de uma noite incrível o mínimo que você pode me proporcionar é uma conchinha! Sim, eu não gosto de conchinha, mas você poderia ao menos tentar!

Durante horas você se esparrama por todos os meus lados. Diz que é bom, que sou linda, que sempre quer mais, mas é tão difícil assim esperar o suor secar antes de simplesmente ir?

Se for abuso, vou pedir muito: fica mais um pouco. Esqueça os horários, os compromissos… pelo menos agora. Não permita que o lado direito da minha cama fique vazio. Meu colchão não merece tanto sofrimento!

Ficar não significa compromisso, casamento, filhos, futuro. Na verdade quero futuro sim: quero acordar pela manhã e não ter que abraçar meus  seis travesseiros. Sim, seis, pra você ver o tamanho da sua ausência.

Logo mais você não vai precisar em me dar bom dia, vai estar longe e voltarei a me acostumar a ficar sozinha. Mas faça o favor de me proporcionar um bom dia de verdade. Não quero me arrepender e perceber que o bom dia só foi pra você.

 

Por isso… fica?

 

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Tudo como dantes…


Sinto falta de quando você não existia, de quando não precisava perder meu tempo pensando em como seríamos felizes juntos. Mais falta ainda sinto de não chorar horas e horas a fio. Chorar por te ver feliz longe de mim.

No meu coração restou tudo aquilo de ruim que alguém pode despertar no outro: dor, tristeza, inveja… Dor pelo buraco que deixou no espaço que reservei pra você; tristeza por não você ter levado meu sorriso; inveja de quem foi a escolhida para te fazer feliz.
Pior de tudo não é saber que sou infeliz, mas saber que não posso te fazer feliz. Nada dói mais do que o sentimento de incompetência. Aliás, dói sim, saber que fui rejeitada por alguém que era perfeito demais pra mim.

Não me importaria em ser omitida, não me importaria de não ser assumida. Preferiria mil vezes o anonimato a te ver longe. Mas tem coisas que falam mais alto e me fazem pensar que é melhor ser uma pessoa infeliz e livre, do que feliz e enfurnada em uma caixa onde só você tem acesso.
Seja muito feliz! Eu tentarei ser, nem que seja dentro do meu quarto, trancada e sozinha. Mas você não vai saber disso. Você nem ninguém! Porque, continuará tudo como dantes no quartel de Abrantes! Eu acho…

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Crônica: Um dia antes de hoje


Domingo, 04 de Novembro de 2012. Dia que antecedeu aquele que poderia ser o pior dia da minha vida: meu aniversário. Mas como queria que fosse diferente, transformei-o em um agradável dia de mim para mim mesma!

Como é possível? Simples, dediquei a tarde para fazer coisas que há tempos dizia que ia fazer e não tinha coragem. Acordei cedo, abri mão de passar o dia com Daniel – meu colchão – coloquei uma roupa confortável e parti para a Beiramar Norte, a principal Avenida de Florianópolis e também um lindíssimo cartão postal.

O primeiro passo era alugar uma bicicleta. Feito! O segundo passo era andar de bicicleta. Então… andei. Ok, por diversos momentos tive que parar, mas estava lá: atlética e ensolarada!

Enquanto pedalava, conseguia me enxergar de um jeito diferente. Conseguia enxergar que minhas vitórias foram muito maiores do que minhas derrotas, mas elas doeram muito mais do que qualquer magoa que tive. Pude perceber que não era só o vento que batia no meu rosto, mas também a vida me fazendo acordar e me obrigando a perceber que o mundo não gira em torno dos meus desejos e vontades. Ele não gira em torno do meu umbigo!

Depois de um tempo, sentei de frente ao mar, próximo a um coqueiro sem sombra e fiquei observando as pessoas na rua. Elas passavam felizes, contentes e cheias de problemas. Mas estavam lá: felizes e contentes. Também consegui ver que o meu mundo não é mais importante, sofrido ou sequer maior do que o daqueles que me ignoravam no meio do caminho. Que não sou nada mais do que alguém que faz drama por tudo!

Percebi que era hora de parar, engolir o choro e crescer! Carreguei a bicicleta nas mãos, sentei em um bar abri uma cerveja e brindei o último dia de um dos anos mais incríveis que tive: o ano que me descobri mulher.

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Crônica: Organizando a zona


dia de organizar a zona!

Segunda-feira. Dia nacional de reclamar que o final de semana passou rápido e, dia internacional de aclamação pela sexta-feira. Agora com o horário de verão, então, haja reclamação! Mas se você acha que sua semana se resume nestas reclamações, acho que está na hora de abrir seu armário e fazer uma bela faxina!

Se tem uma coisa que me dá mais preguiça é faxina. Não por que vou ter trabalho para organizar tudo, mas por que, provavelmente, terei que recolher tudo o que já tinha deixado debaixo do tapete.

Abrir os armários, as caixas, as gavetas. Juntar o que é velho, guardar o que é importante e dispensar o que é irrelevante. Abrir espaço para o novo… Uau! Como é difícil se livrar das coisas velhas para abrir espaço para as novas!

E aquela camisa que está bombardeada, cheia de furos? Sempre tem um que quer costurar e usar outra vez, mas poxa, outra vez? Quantas vezes mais vamos ter que usá-la mais uma vez? Isso porque não falei dos sapatos! Como toda boa mulher, guardo dezenas de sapatos que – por mais que não combinem e apertem muito – ainda acho que “dá pra usar”.

Por que ainda fazemos isso?

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Bom dia!


Hoje foi o dia em que saí de casa,  o dia em que saí de casa para a vida! Bom dia!

ACORDEI – este pode ter sido o passo mais importante da minha existência – lavei meu rosto, me vesti e decidi: vou caminhar. Andei por alguns minutos até o primeiro obstáculo: uma sinaleira. Olhei para o vermelho, vi que era necessário ter paciência e no verde segui meu rumo.

Mais a frente tive que atravessar uma rua. Parei, olhei para os dois lados e assumi o risco: vou atravessar! Passei faixa por faixa, como em uma passarela. Ufa, consegui! E depois outras quatro vezes, antes do meu destino final. 

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CRÔNICA: Não foi um sim e nem será um não


Você poderia ter dito sim, seria muito mais fácil… pra mim, claro!

Dane-se sentimentos ou dúvidas, o importante era sabe que confiávamos um no outro e arriscaríamos nossa companhia mesmo que em abismo profundo. Tudo seria mais simples pra tudo: sem horários, sem marcação, sem gente falando ou dando palpite em nossas vidas… mas você não disse sim.

Você sequer disse alguma coisa!  Você poderia, muito bem, ter ficado com dor de cabeça, fingido que dormiu, mudado de assunto ou simplesmente desmaiado, mas você se calou e, não só isso, morreu no meu prazer .

Dúvidas todo mundo tem, mas dúvidas sempre geram alguma ação. Você não teve ação. Sim, se trata de um egoísmo do tamanho do universo, mas era um egoísmo coletivo e não individual! Estava sendo egoísta para você e sequer isso entendeu. Continuar Lendo

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Crônicas: Amanda


Sabe aquele tipo de pessoa que simplesmente conquista TUDO o que quer ? Pois bem, esta é Amanda.

Independente, desprovida de receios ou timidez, quando ela coloca alguma coisa na cabeça ela não tira enquanto não consegue alcançar este capricho. Em sua vida profissional, Amanda é ousada, não tem receio em falar o que pensa, enfrenta os problemas e até tira onda com as situações vive.  É quase que uma relação visceral, como tudo que faz na verdade. Já na sua vida pessoal, faz o tipo desapegada, diz não ter tempo para se apegar – o que não significa não pegar.

Faz questão de ser a mais linda, não para fazer inveja nas meras mortais que existem por aí, mas porque ela se idolatra. Para ela, não existe mulher mais incrível do que Amanda: bonita, inteligente, bem resolvida e auto-suficiente. Mas não se trata apenas de mais uma nojentinha, Amanda também tem o hábito de ser amável, compreensiva, simpática e carinhosa com a todos a sua volta, da senhora do cafezinho até o presidente da república! Como não amar esta mulher?  Pois é, todos amavam.

Amanda, diga-se de passagem, nunca amara ninguém que não fossem seus gatos, sua mãe e suas amigas de infância, acho que por escolha. Era mais fácil ser forte e ouvir os lamentos de suas amigas, do que devorar quilos de chocolate por pura depressão por não ter recebido a ligação do dia seguinte (aliás, ela nunca dá o número certo!).  Certa vez, depois de um porre homérico, ela até se sentiu balançada pelo carinha que a levou até o táxi. “Tão fofinho…”, disse a bêbada Amanda ao rapaz, mas depois se deu conta de que ele nada mais era do que o vallet da balada.

Mas um dia as coisas começaram a mudar. Continuar Lendo